Olá, graça e paz, irmãos! Hoje vamos continuar nosso estudo baseado na revista “Edificarei a Minha Igreja”, da Editora Cristã Evangélica, um material que tem nos enriquecido muito. Nosso foco será a natureza da igreja. Na semana passada, abordamos as duas primeiras lições, que trataram da preparação da igreja no Antigo Testamento. Agora, vamos entrar na terceira lição, mergulhando mais fundo para compreender a origem e a natureza da igreja de Cristo.
A igreja, conforme a conhecemos, começa oficialmente no Novo Testamento, em Atos 2, com a descida do Espírito Santo e o batismo que marcou o início da igreja. Mas, antes disso, vemos indícios da igreja e do evangelho desde o Antigo Testamento. Esse conceito é chamado de “prenúncio” — uma antecipação do que estava por vir.
Prenúncios do Evangelho no Gênesis
Em Gênesis 3, logo após o pecado original, vemos o primeiro sacrifício quando Deus faz vestimentas de pele para Adão e Eva. Esse ato exigiu a morte de um animal inocente, uma figura do sacrifício de Cristo, que seria o verdadeiro Cordeiro imolado para cobrir nossos pecados. Outro prenúncio está na sentença à serpente, onde Deus diz:
“Porém inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15)
Esse texto aponta para Cristo, que sofreria, mas venceria Satanás, ferindo a cabeça da serpente e derrotando a morte. Essa passagem nos mostra a proporção do sacrifício de Jesus e sua vitória definitiva sobre o inimigo.
A Igreja no Antigo Testamento: O Povo Peculiar de Deus
Se o evangelho é a essência da igreja, então o Antigo Testamento não apenas prenuncia o evangelho, mas também a própria igreja. Em Êxodo 19, vemos uma descrição que conecta o povo de Israel a conceitos que mais tarde definiriam a igreja. Moisés relata a aliança de Deus com Israel, que os chamou de “propriedade peculiar”, uma “nação santa” e um “reino de sacerdotes”.
Essas expressões, usadas em Êxodo para descrever Israel, são aplicadas à igreja no Novo Testamento. Pedro escreve:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus.” (1 Pedro 2:9)
Assim, percebemos que a igreja não surgiu apenas no Novo Testamento. O que Jesus fez foi inaugurar de forma plena algo que Deus vinha preparando desde o Antigo Testamento. A igreja não nasceu no dia de Pentecostes; ela foi “inaugurada”. É como uma casa que não é construída em um único dia, mas em que a inauguração é o dia em que finalmente entramos nela.
Conclusão
A igreja de Cristo é muito mais do que uma organização ou instituição humana. Ela é o resultado de um plano eterno de Deus, revelado desde os tempos antigos, prenunciado nas Escrituras e realizado em Cristo. Esse entendimento nos ajuda a ver que somos parte de algo grandioso, uma propriedade exclusiva de Deus, uma nação santa e um reino de sacerdotes.
Que possamos, como igreja, viver à altura desse chamado e refletir o amor de Deus para o mundo.

